A Cultura Francesa 🇫🇷🎼🍷🌷🌻🍰🍾⛷🚴🏼🎤🎨🎬🏰

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje vou falar de um tema que engloba tanta coisa, que ler esse post vai exigir paciência, pois ficou extenso, mas vale a pena ler essa história de sucesso que vem sendo escrita há tanto tempo por um povo com fascinação pela excelência.

O Francês faz tudo bem feito, tanto que vira referência em tudo e não se acomodam, estão sempre ousando e evoluindo, seja na moda, arquitetura, gastronomia, arte, em qualquer área!

Venha ver comigo, eu te explico!

A cultura da França tem sido modelada por aspectos geográficos, eventos históricos e influência de grupos internos.

O país, e sobretudo Paris, capital, tem desempenhado um importante papel como espelho cultural da Europa (desde o século XVII) e do mundo (desde o século XIX).Desde o início do século XIX, a França também é um país exportador de cinema, moda, culinária e arte, tendo influenciado grandemente o Ocidente também nos campos da política e economia.

A cultura francesa, atualmente, é marcada por grandes diferenças socioeconômicas e regionais e por fortes tendências unionistas. Estima-se que os franceses gastem em média 1.075 euros em suas atividades culturais. Segundo a mesma fonte, as atividades culturais mais procuradas pelos franceses são: cinema (50%), visitação de museus e monumentos (35%), visitas às exposições (25%), espetáculos amadores (20%), teatro (16%), circo (13%), parques temáticos (11%), espetáculos musicais.Hoje vou falar um pouco sobre cada um dessas maravilhas e espero que gostem, como são muitos temas, será longo, se prepare! 😂

Belas Artes

As primeiras manifestações artísticas vêm do período pré-histórico, em estilo franco-cantábrico.A época carolíngia marca o nascimento de uma escola de iluminadores que se prolongará ao longo de toda a Idade Média, culminando nas ilustrações do livroOs pintores clássicos do século XVII francês são: Poussin e Lorrain.No século XVIII predomina o rococó, com Watteau, Boucher e Fragonard.Em finais do século começa o classicismo de Jacques-Louis David.O romanticismo está dominado pelas figuras de Géricault e Delacroix.A paisagem realista da Escola de Barbizon tem a sua continuação em artistas de um realismo mais testemunhal sobre a realidade social do seu tempo, como Millet e Courbet. Em finais do século XIX Paris, convertida em centro da pintura, vê nascer o impressionismo, que foi um movimento que surgiu na pintura, vivia-se nesse momento a chamada Belle Époque ou Bela Época em português. O nome do movimento é derivado da obra “Impressão: nascer do sol” (1872), de Claude Monet. A estes seguem Toulouse-Lautrec, Gauguin e Cézanne.

Já no século XX, surgem os fauvistas em torno da Matisse e o cubismo da mão de Georges Braque e do espanhol Pablo Picasso que trabalham em Paris. Outros movimentos artísticos vão se sucedendo, em Paris de entreguerras, decaindo como centro pictórico mundial depois da Segunda Guerra Mundial.

Na França, a escultura evoluiu desde antigo por diversos estilos, sobressaindo-se em todos eles: Pré-histórico, romano, cristão, românico, gótico, renascentista, barroco e rococó, neoclássico (Frédéric Auguste Bartholdi: Estátua da Liberdade), romântico (Auguste Rodin: O pensador) e os contemporâneos.

Arquitetura

No que se refere à arquitetura, os celtas deixaram os seus rastros também na erguição de grandes monólitos ou megálitos, e a presença grega desde o século VI a. C. que hoje é recordada na herança clássica de Marselha.

O estilo românico tem exemplos na Maison Carrée, templo romano edificado entre 138-161 a. C., ou na Pont du Gard construído entre os anos 40 e 60 d. C., em Nîmes é declarado patrimônio universal em 1985. Na França inventou-se o estilo gótico, plasmado em Catedrais como as de Chartres, Amiens, Notre Dame ou Estrasburgo. O renascimento surgido na Itália, tem o seu estilo arquitetônico representado magistralmente no Castelo de Blois ou no Palácio de Fontainebleau entre outros. A arte barroca (também de origem italiana), e o rococó (invenção francesa) têm obras extraordinárias na França. Tal é o caso do Palácio do Louvre e o Panteão de Paris entre tantos outros. O modernismo ou arte moderna na arquitetura engloba todo o século XIX e a metade do XX, e Gustave Eiffel revolucionou a teoria e prática arquitetônica do seu tempo na construção de gigantescas pontes e na utilização de materiais como o aço. A sua obra mais famosa é a Torre Eiffel. Outro grande ícone da arquitetura universal é Le Corbusier, um inovador e funcionalista celebrado especialmente pelos seus aportes urbanísticos nas edificações de vivendas e conjuntos habitacionais. Não posso esquecer de citar o grande arquiteto Jean Nouvel, premiadíssimo e não é atoa, com grandes projetos no mundo todo, acredito que muito pela sua ousadia.

Música

Na música francesa desde antes do ano 1000 destaca-se o canto gregoriano empregado nas liturgias. Na França criou-se a polifonia. Na denominada Ars Antiqua, atribui-se a Carlos Magno o Scholae Cantorum (783). Os Juramentos de Estrasburgo, é a obra lírica francesa mais importante da Idade Média, período no que se desenvolvem as Canções de Gesto como a Canção de Roland.

A França foi o berço dos trovadores no século XII, assim como da Ars Nova dos séculos posteriores. Durante o Romantismo Paris converte-se no centro musical do mundo e na atualidade, a França mantém um lugar privilegiado na criação musical graças às novas gerações de compositores . Dentro dos exponentes da música popular francesa encontram-se figuras como Edith Piaf, Dalida, Charles Aznavour, Gilbert Becaud, Jacques Brel e Serge Gainsbourg.

Moda

Junto com Milão, Londres e Nova York, Paris é o centro de um importante número de desfiles de moda. Algumas das maiores casas de moda do mundo, a exemplo da Chanel, têm a sua sede na França.A associação da França com a moda data em grande parte para o reinado de Luís XIV, quando as indústrias de bens de luxo na França veio cada vez mais sob o controle real e a corte real francesa tornou-se, sem dúvida, o árbitro do gosto e estilo na Europa. A França renovou o seu domínio da alta costura na indústria da moda nos anos 1860-1960, através do estabelecimento de grandes casas de alta costura, a imprensa de moda (Vogue foi fundada em 1892; Elle foi fundada em 1945) e desfiles de moda. A primeira casa de alta costura moderna parisiense é geralmente considerada a obra do inglês Charles Frederick Worth que dominou a indústria entre 1858 e 1895. No início do século XX, a indústria expandiu através de tais casas de moda parisienses como a Casa de Chanel (que primeiro veio a proeminência em 1925) e Balenciaga (fundada por um espanhol em 1937). Nos anos do pós-guerra, a moda retornou à proeminência através do famoso “novo olhar” de Christian Dior, em 1947, e através das casas de Pierre Balmain e Hubert de Givenchy (inaugurado em 1952). Na década de 1960, “alta costura” veio sob críticas de cultura da juventude da França, enquanto designers como Yves Saint Laurent rompiam com normas de alta moda estabelecidos através do lançamento de linhas de prêt-à-porter (“pronta para usar”) e expansão de moda francesa em produção em massa e marketing. Outras inovações foram realizadas por Paco Rabanne e Pierre Cardin. Com um maior enfoque na comercialização e fabricação, novas tendências foram estabelecidas nos anos 70 e 80 por Sonia Rykiel, Thierry Mugler, Claude Montana, Jean Paul Gaultier e Christian Lacroix. A década de 1990 viu um conglomerado de muitas casas de alta costura francesa sob gigantes de luxo e multinacionais como a LVMH. Desde 1960, a indústria da moda na França está sob crescente concorrência de Londres, Nova York, Milão e Tóquio, e os franceses têm cada vez mais adotado modas estrangeiras, principalmente americanas, como jeans, sapatos de tênis. No entanto, muitos designers estrangeiros ainda procuram fazer suas carreiras na França.

Dicas de estilo francês: básico, não sai de moda e sempre arrasaEstilo não está relacionado apenas a marcas famosas e caras, mas se refere à capacidade de combinar com bom gosto diferentes tipos de roupas, texturas e cores.

Calça jeans

Ao invés de escolher calças com muitos desenhos e estampas, opte por algo simples. A velha e tradicional calça jeans não é apenas usada na França, mas em muitos outros países. É a verdadeira peça global, já que foi inventada por marinheiros genoveses italianos, mas ganhou fama nos Estados Unidos. Ela pode ser combinada com uma bela blusa, um bonito sapato e uma jaqueta bacana, não tem como errar.

Sobretudo preto

Preto nunca sai de moda. Quando o assunto é um sobretudo, menos ainda. Ele serve para looks mais clássicos ou mais modernos. Não tem erro, elegância na certa!

Bolsa

Você pode economizar com a roupa, mas nunca com os acessórios, especialmente a bolsa. Ela faz toda a diferença no visual e sempre chama muita atenção. Não podemos esquecer que a França é o país da Louis Vuitton, Chanel, Hermés e muitas outras marcas que fazem bolsas que são as mais desejadas do mundo, eu mesma vejo senhoras e mocinhas andando com suas bolsas maravilhosas para cima e para baixo, fazem uma simples roupa virar o look!

Sapatos masculinos

Diferenciar ’masculino’ e ’feminino’ é algo cada vez menos importante. Embarque na contradição que só Paris consegue provocar e use sapatos considerados masculinos e mostre o seu estilo sem medo de chocar. Aliás, se chocar, melhor! 😉

Sapatilhas

Um calçado bem simples, prático e cômodo. Pode ser combinado com diferentes tipos de roupa e estilos.

Óculos de sol com lentes escuras

Óculos de sol grandes sempre são a melhor forma de melhorar o visual. Dão um toque elegante e misterioso.

Um lenço no pescoço

Um artigo que nunca sai de moda. Você pode combiná-lo com qualquer estilo, depende do seu gosto. Se quiser arriscar algo mais colorido, vai fundo!

Camisa larga

Uma camisa branca aparentemente masculina fica linda e dá um toque boêmio à mulher. Se quiser, use dentro da saia, senão, abra alguns botões e use solta mesmo.

Com os acessórios e os sapatos corretos, podem criar um estilo maravilhoso.

Jaqueta comprida ou Trench-coat

Trench-coat não necessariamente devem ser usadas apenas no inverno. Elas podem ser compor o estilo com calças, vestidos ou saias. Malha com decote nos ombros.

Uma gola bem aberta, preferencialmente caindo sobre um ombro, fica muito sensual. Um visual que sempre chama muita atenção.

Esportes

Futebol (em francês: Le Foot) é o esporte mais popular na França. Paris Saint-Germain (PSG), Olympique de Marseille (OM), Olympique Lyonnais ou Olympique de Lyon (OL), AS Saint-Étienne, FC Nantes, Lille OSC, AS Monaco, Football Club des Girondins de Bordeaux são considerados os maiores clubes de futebol da França.

Outros esportes populares na França são o rugby union, ciclismo, tênis, andebol, basquetebol e iatismo.

A França é notável por ter sediado e vencido a Copa do Mundo da FIFA em 1998, e sediar a corrida de ciclismo anual Tour de France, e o torneio Grand Slam de tênis Torneio de Roland-Garros. Esporte é incentivado na escola e clubes desportivos locais recebem apoio financeiro dos governos locais.

Enquanto o futebol é definitivamente o esporte mais popular, rugby union e rugby league tomam a posição dominante no sudoeste, especialmente em torno da cidade de Toulouse.

Os Jogos Olímpicos modernos foram inventados na França, em 1894 por Pierre de Coubertin.

Vinhos A França é o mais tradicional produtor de vinhos de qualidade e maior referência em todo o mundo, produzindo uma grande diversidade de estilos, que geralmente servem de inspiração para os vinhos criados em todos os cantos do globo. O país oferece vinhos grandiosos nas mais diversas regiões, ajudando a definir o conceito de terroir. São vinhos feitos para serem servidos à mesa e os melhores são capazes de envelhecer por muitos anos.

O país é um dos maiores produtores e, também, uma das grandes nações consumidoras do vinho.

Reconhecida mundialmente como a maior potência vinícola do mundo, a França produz, em média, 4,6 bilhões de litros anualmente, além de ostentar o maior consumo per capita entre todos os países do continente. Com mais de 15 regiões vinícolas em seu território – entre as quais algumas das mais famosas do mundo do vinho, como Borgonha, Bordeaux, Champagne, Loire, Alsácia Francesa e Vale do Rhône -, a França é um dos países mais cultuados quando o assunto é a variedade de rótulos, graças à ampla diversidade de uvas cultivadas em seus vinhedos. Castas como a Malbec, Merlot, Chardonnay, Riesling, Pinot Noir, Carmenère e Sauvignon Blanc são responsáveis pela criação de exemplares únicos e incomparáveis, com características peculiares que exprimem da melhor forma as variações de terroirs da França. Os vinhos franceses são, sem dúvidas, uma das grandes referências mundiais para a definição deste conceito, chamado ‘terroir’. A tradição vinícola do país é sustentada pelo constante aprimoramento de seus métodos de cultivo e técnicas de vinificação no decorrer dos anos, o que garantiu à França prestígio e reputação indeléveis. Por abrigar muitos dos principais produtores de vinho do mundo em seu território, a França possui centenas de denominações AOC (Appellation d’Origine Contrôlée). Elaborando vinhos capazes de envelhecer por muitos anos, a França possui o vinho não somente como parte de sua cultura, mas também como parte de sua história.

Champagne A história do champanhe começa com a conquista da Gália pelos romanos. Eles levaram o vinho para Champagne e, como subproduto da construção das cidades, foram criadas as primeiras grandes adegas. Como explica Jean-Pierre Redon, da casa Taittinger: “No século 4º, para construir esta cidade [Reims], capital da província da Bélgica, chamada Durocortorum, necessitava-se de pedras. E essas se encontravam no subsolo, pois aqui toda a região é constituída de giz.”

Foi em meados do século 13, ou seja, 700 anos após os romanos terem esburacado Reims como um queijo suíço, que os monges beneditinos tiveram a ideia de utilizar as grutas resultantes como cavas, para melhor envelhecer o vinho.Para facilitar o acesso, fizeram portas e cavaram passagens entre as adegas.

Onde estão as bolinhas? Nos séculos 16 e 17, o vinho de Champagne era conhecido na corte francesa por sua qualidade, embora ainda não fosse efervescente. Aqui entra em cena Dom Pérignon, mestre de adega da abadia de Hautvillers a partir de 1668.

Ele foi o primeiro a empregar a técnica de assemblage, misturando diferentes tipos de vinho. E descobriu que era possível fabricar vinho branco a partir de uvas pretas, se as cascas fossem retiradas rápido o suficiente. Porém, o champanhe ainda não “fazia bolinhas”.

Cristalino e espumante 🥂

Devido à situação geográfica de Champagne, ao norte do país, o tempo esfria muito rápido no outono. Isso pode interromper a fermentação do mosto, antes que todo o açúcar se transforme em álcool. Na primavera, quando a temperatura sobe novamente, o processo é retomado e o dióxido de carbono resultante torna o vinho espumante. Esse fato não chamou atenção até o século 18, pois o vinho fermentava em barris e o gás escapava. Mas em 1728, Luís 15 permitiu o transporte da bebida em garrafas. Foi então que o alto teor gasoso do champanhe se tornou perceptível, fazendo explodir as garrafas. Isso passou a ter consequências avassaladoras para os vinicultores, que até meados do século seguinte chegaram a perder 50% de sua produção. Entretanto, os ingleses, que já apreciavam o vinho champanhês “tranquilo”, se lançaram avidamente sobre a novidade vinda da França. O próximo passo decisivo nessa evolução coube à Madame Barbe-Nicole Cliquot Ponsardin, uma negociante de visão. Seu mestre adegueiro, o alemão Anton von Müller, criou em 1813 um método para livrar o líquido do levedo. Para tal, desenvolveu os pupitres de remuage, onde as garrafas são mantidas com o gargalo para baixo e deslocadas a intervalos regulares. E assim o champanhe se tornou a bebida cristalina e frisante que hoje conhecemos. E também um campeão de vendas. Enquanto em 1785 se vendiam centenas de milhares de garrafas, o volume de venda registrado em 1845 já era de 6,5 milhões. Hoje o consumo é um múltiplo dessa cifra, sobretudo no fim do ano. A produção total de champanhe no ano passado foi de 300 milhões de garrafas. Segundo Redon, 65% das garrafas produzidas em um ano são abertas entre o Natal e o Ano Novo.

Gastronomia A cozinha francesa é referência para todo o mundo, seja pela beleza de suas técnicas, pelo respeito aos ingredientes ou pelo amor que seus chefs colocam em cada prato, não há como falar de gastronomia moderna sem falar da França. Valorizada pela necessidade e esculpida pela dedicação, a culinária francesa como conhecemos hoje começou a se desenvolver em meados da idade média. Ao contrário dos grandes reis nobres, que se deleitavam em banquetes diários que – muitas vezes – alimentariam uma família de plebeus por uma semana, o povo devia sobreviver com os ingredientes que tinham às mãos, como ovos, leite, cogumelos, vegetais, porcos e galinhas. Assim, foram desenvolvidas pelo país receitas variadas, como no norte e nordeste, onde era comum comer salsichas e linguiças variadas, repolho e outros alimentos em conserva – para poderem ser consumidos por bastante tempo – e muita gordura. Isso mostra também uma aproximação com os povos germânicos. Já no sul da França, era comum se alimentar com o ratatouille e o cuscuz, um prato de cereais proveniente dos povos árabes do norte da África. Galinhas eram muito consumidas, assim como seus ovos. Outros alimentos muito comuns entre os plebeus franceses eram os cogumelos e também o escargot, alimentos que eram consumidos por necessidade, mas que acabaram caindo no gosto da população. Por toda a facilidade de armazenamento e durabilidade, vários tipos de queijos foram criados por toda a França, com técnicas diferentes desenvolvidas pela região.  A realeza francesa era banhada em fartura. Seja em suas roupas finas e adornadas, em seu comportamento de superioridade, ou mesmo em seus caprichos na hora de se alimentar. 

Esta exigência fez com que os cozinheiros reais tivessem que se desdobrar para levar pratos cada vez mais bem elaborados à mesa. Assim, começou a surgir o que conhecemos hoje como cozinha francesa moderna

Comer se tornou um evento.

Os ingredientes de cada prato deveriam ser pensados e tratados de forma a se complementarem. Foram desenvolvidas e criadas técnicas para absorver o maior sabor possível de cada um dos elementos e o empratamento se tornou uma obra de arte. 

Os pratos deveriam ser pensados de forma a formarem uma coerência entre sabores e texturas. Foi ai que surgiram os conceitos que levaram ao que temos hoje como entrada, prato principal e sobremesa – além de outros pratos que podem ser inseridos no curso da refeição. 

Assim, ingredientes como ovos, queijos, vinhos – disponíveis e com qualidade durante todo o ano – se tornaram a base de onde se desenvolveu a primeira escola gastronômica do mundo.

A cozinha passou a ter uma hierarquia definida, com um cozinheiro chefe, o chamado “Chef” sendo a cabeça pensante por trás de cada prato. 

Foram desenvolvidas as técnicas que levaram ao desenvolvimento da famosa Pâtisserie Francesa, como os macarons, que são feitos a base de farinha de amêndoas e recheados com frutas ou chocolate, ou o crème brulée, que parece ser apenas uma sobremesa de creme de leite, ovos e açúcar, mas demonstra imensa técnica com uma crosta de açúcar queimado com muita delicadeza e que leva o sabor e a textura da sobremesa a outro nível.

São detalhes como o do crème brulée que mostram como cada detalhe do prato é pensado na gastronomia francesa.

 O mesmo acontece com as carnes. Na França, o pato, o coelho, cordeiro, o porco, a galinha, a vaca e até mesmo o cavalo têm seus lugares. Para fazer estes diferentes tipos de carne com o máximo de sabor, os chefs franceses entenderam, em primeiro lugar, que existem vários pontos e tipos de cozimento que se adequam melhor para um ou outro corte de carne.

Entenderam também que, para manter a suculência de um corte, é importante criar uma crosta no exterior da carne para manter a umidade e os sabores enquanto cozinha, assim surgiu o processo de selar a carne.

Um exemplo de prato francês com carnes é o caré de cordeiro. Os franceses entenderam que a costela de cordeiro possui maior suculência e tem um ponto de cozimento menor, além de combinar de forma sublime com vinho tinto. Assim desenvolveram um molho à base de vinho tinto para acompanhar a carne, que é selada na frigideira e finalizada no forno. Além de delicioso, o prato é um dos mais bonitos que existe. A exigência era que, todos os dias, fossem levados para a mesa apenas os melhores ingredientes e no auge do sabor. Assim, os cozinheiros tinham que trabalhar criando pratos diferentes, combinando sabores e utilizando os melhores sabores à disposição. Foi neste ambiente que a cozinha francesa saiu dos pratos caseiros e iniciou uma revolução na culinária de todo o mundo.

Quem leva a sério a profissão de chef de cozinha, tem a obrigação de visitar a França, se não para cozinhar como um francês, para aprender as técnicas que vão facilitar a sua vida na cozinha e, principalmente, proporcionar as ferramentas para a criação de pratos completamente novos, sempre pensando nos ingredientes perfeitos e que mais se identificam com a cultura, a arte e os sabores do local onde são colhidos, cozidos e consumidos!

Algumas Reflexões filosófico-gastronômicas

Os animais se repastam; o homem come; somente o homem de espírito saber comer”.

“Os que se empanturram ou se embriagam não sabem comer nem beber”.


“O destino das nações depende da maneira como elas se alimentam”.

“Vive La France, vive la République” – Charles de Gaulle.

Pois é, na França foi criado o Chantilly, o vinho com borbulhas, a peruca e os cabeleireiros, a profissão de Chef de Cozinha que deu origem aos restaurantes e os aristocratas pela primeira vez passaram a comer fora de casa como uma experiência.

Os cafés se tornaram símbolo da França e adorado pelas mulheres, a arte, dança, ballet, ópera e muito mais que ganhou vida e beleza no Renascimento.

Alguma dúvida de que você precisa vir a França? Se já veio, volte, pois sempre terá algo para conhecer!

Espero que tenha sido uma fonte de prazer ler esse texto!

Bisous et à bientôt 😘

Vanessa 🌻

Fontes

➡️Wikipedia

➡️http://www.adaoimoveis.com.br/blog/culinaria-francesa-referencia-mundial/

➡️https://www.mistral.com.br/pais/franca

➡️https://incrivel.club/inspiracao-mulher/dicas-de-estilo-frances-basico-nao-

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